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Neuroeducação - Conceito, o que é, Significado

Muitas disciplinas e áreas do conhecimento acabam se unindo. Isso é o que acontece com a neurologia e a educação. A síntese das duas áreas obedece a uma razão evidente: o conhecimento do cérebro humano pode ser muito útil para a criação de novas estratégias pedagógicas.

Quando nossa mente é a protagonista de todo o processo de aprendizagem, é natural propor um modelo educacional que leve em consideração o órgão que serve de base para os processos mentais, o cérebro.

O sistema educativo atual continua utilizando os esquemas tradicionais. Assim, potencializa-se a aprendizagem de memória, na qual o professor ensina e o aluno aprende assimilando conhecimentos sem saber de onde vêm ou para que servem.

Enquanto o modelo educacional não evolui de modo significativo, uma autêntica revolução se produz no cérebro humano.

Princípios gerais da neuroeducação

- O cérebro possui estruturas emocionais e esta circunstância afeta diretamente qualquer processo de ensino-aprendizagem.

- Qualquer aprendizagem se encontra diretamente relacionada a uma complexa rede de estímulos neuronais, determinadas por sua vez pela ação dos neurotransmissores.

- Quando o contexto educacional manifesta o tédio e a apatia do aluno, isso indica que o docente não conseguiu despertar a curiosidade de seus educandos. Em outras palavras, o cérebro do aluno não foi estimulado corretamente.

- Os diferentes mecanismos cerebrais têm três dimensões gerais: o sistema cognitivo, o sistema emocional e o sistema instintivo. Isto significa que o aluno quer realmente aprender quando os três sistemas são incentivados pelo professor de maneira adequada.

O papel do cérebro emocional no ensino

Durante séculos o sistema educativo tem dado grande importância a tudo que está relacionado à racionalidade e ao intelecto. No entanto, os estudos do cérebro enfatizam que as emoções localizadas no sistema límbico são muito importantes na hora de estimular a aprendizagem. Neste sentido, estudamos uma matéria com interesse e motivação nos casos em que experimentamos certa conexão emocional com a mesma.

A neuroeducação representa uma mudança de paradigma nas salas de aula do século XXI

O professor não deveria limitar-se a transmitir conhecimentos, mas sim tornar-se um pesquisador que analisa as experiências educacionais de seus alunos.

Para que isso seja possível o docente deve dominar três áreas do conhecimento: a neurociência, a pedagogia e a psicologia.

Imagem: Fotolia. Lenan

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