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Anatomia Patológica - Conceito, o que é, Significado

Como critério geral, os estudos da Medicina apresentam três grandes áreas: ciências básicas, ciências clínicas e residência. Nas ciências básicas, são estudados os fundamentos básicos da medicina, como histologia humana, anatomia, fisiologia, microbiologia, embriologia e genética. A anatomia patológica está integrada às ciências básicas e constitui uma ligação com as ciências clínicas (medicina interna, pneumologia, cardiologia e traumatologia).

A anatomia patológica é o ramo da medicina que estuda as causas, o desenvolvimento e as consequências das doenças. Tudo isso é realizado através de uma série de técnicas morfológicas macroscópicas e microscópicas.

O que é estudado nesta disciplina?

Os formados neste ramo aprendem as mais variadas técnicas histológicas e citológicas dos diversos tecidos e órgãos do corpo humano. Para isso, são analisadas amostras de tecidos (biópsias e necropsias) através do microscópio.

Num nível básico, os alunos se familiarizam com diferentes procedimentos: manipulação de micropipetas, preparação de reativos, colorações e amostras. Em um nível avançado, são analisados os testes de identificação macroscópica e a dissecção dos tecidos com o fim de determinar padrões de normalidade ou anormalidade celular.

Além dos testes laboratoriais, os alunos são formados em três áreas da medicina: anatomia, fisiologia e citologia. Essas áreas de conhecimento proporcionam uma visão geral do funcionamento e composição do organismo humano, assim como suas possíveis patologias.

O papel da anatomia patológica é fundamental no tratamento do câncer

O especialista dedicado a este ramo da medicina é o patologista e sua principal função é a avaliação científica dos tecidos e órgãos, especialmente quando estes apresentam algum tipo de tumor. O grande avanço da patologia nas últimas décadas tem sido a identificação precoce dos tumores.

Nesta disciplina tenta-se conhecer os mecanismos pelos quais se produz a metástase

Desta maneira, a informação fornecida pelo patologista é fundamental para que o oncologista possa tratar o paciente com câncer.

Nos últimos anos, a anatomia patológica focou na análise molecular individualizada e com esta abordagem o paciente já pôde receber um tratamento mais adaptado à sua doença.

Por último, vale ressaltar que o diagnóstico de um patologista determina o tratamento a ser seguido por parte de outros profissionais da medicina. Neste sentido, o patologista não tem normalmente um contato direto com os pacientes, mas sim com outros colegas de profissão.

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