Sensacionalismo - Conceito, o que é, Significado

O termo sensacionalismo é empregado no contexto da imprensa escrita e, por extensão, em relação aos meios de comunicação. Costuma-se dizer que um jornal pertence à imprensa amarela quando seu tratamento informativo se baseia no sensacionalismo. Assim, amarelismo e sensacionalismo são termos equivalentes e ambos expressam a mesma ideia.

Na maioria dos países a imprensa apresenta duas abordagens gerais opostas

- A imprensa séria que informa os leitores com clareza, informações precisas e verificadas e com critérios éticos e profissionais.

- Já a imprensa que utiliza uma estratégia de informação diferente, baseada em notícias chocantes, escândalos envolvendo celebridades, fotografias que violam a privacidade, boatos apresentados como notícias reais, manchetes exageradas, definitivamente, uma informação orientada a um público pouco exigente.

Obviamente, a estratégia do sensacionalismo / amarelismo tem como objetivo vender o maior número de exemplares.

Dois tipos de leitores da imprensa

A imprensa convencional e a imprensa amarela têm diferentes tipos de leitores. O leitor de um jornal sério quer saber o que realmente acontece ao seu redor, no país e no mundo e quando lê um jornal espera a verdade dos fatos, sem recorrer a truques jornalísticos ou qualquer forma de manipulação informativa. Já o leitor da imprensa amarela quer divertir-se e se preocupa muito menos que a notícias lidas estejam deformadas ou não respeitadas seus códigos jornalísticos.

A origem histórica do sensacionalismo

No final do século XIX, nos Estados Unidos, o jornal New York World vivia uma situação de crise como resultado de um declínio significativo em suas vendas. Então, o diário foi comprado por Joseph Pulitzer, que colocou em prática um foco jornalístico claramente sensacionalista. Sua nova abordagem informativa foi um sucesso e o New York World superou sua expectativa de vendas e potencializou sua situação financeira.

Em pouco tempo outros jornais imitaram Pulitzer e o sensacionalismo se tornou um fenômeno jornalístico. Neste contexto, havia um personagem fictício que aparecia em algumas histórias em quadrinhos, o menino amarelo (the yellow kid). Este personagem era engraçado por sua camisa amarela chamativa e, acima de tudo, por sua forma de expressar-se de maneira marginal e vulgar. O menino amarelo se tornou tão popular que a partir daí começaram a falar sobre a imprensa amarela (yellow press).

Imagem: Fotolia. Alejandro Dans

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