Raciocínio Indutivo - Conceito, o que é, Significado

Raciocinar significa realizar uma atividade mental que exige certo esforço intelectual. Neste sentido, raciocinar e pensar são termos semelhantes, mas não iguais exatamente. Podemos pensar em algo (por exemplo, em certo objeto), mas isso não quer dizer que estamos raciocinando. Todo raciocínio estabelece um desdobramento de ideias organizadas com certo procedimento ou método. Por este motivo que se fala de dois tipos de raciocínios: o indutivo e o dedutivo.

A ciência do século XVII se baseava no raciocínio indutivo

Do ponto de vista científico, o raciocínio indutivo se desenvolveu a partir do século XVII através das contribuições do filósofo Francis Bacon. Este filósofo considerava que era possível chegar a certas conclusões gerais através de tabelas que coletassem de maneira sistemática e organizada aquilo que estava sendo estudado.

O método ou raciocínio indutivo

Em linhas gerais, costuma-se dizer que esta forma de raciocínio vai do particular para o geral. Assim, a partir de casos particulares se observa certa regularidade e essa lógica permite extrair uma conclusão geral. Em outras palavras, observam-se fatos concretos de maneira detalhada e, posteriormente, propõe-se uma lei que explica a regularidade desses acontecimentos.

Críticas à indução

A indução cria leis gerais a partir da observação de certos fatos reais. Portanto, trata-se de uma generalização que poderia ser falsa. Consequentemente, as conclusões ou leis do método indutivo são prováveis e apenas serão válidas quando não houver nenhum caso que se oponha a essa generalização. O indutivismo tem sido criticado como estratégia válida de raciocínio porque apresenta uma série de lacunas.

Podemos abordar certas críticas que expressam a fragilidade do raciocínio indutivo:

1) Quando se trata de experimentar a partir de casos concretos, podemos nos perguntar quantos casos devem fazer parte de uma experimentação (centenas, milhões, etc.)

2) Quando a análise indutiva está baseada na observação dos fatos, não podemos esquecer que os sentidos podem enganar;

3) Não se pode observar nada de maneira rigorosa se mentalmente não se parte de uma teoria explicativa prévia que permita observar a realidade, pois a observação pura não existe e, por não existir, não é racionável que seja um elemento essencial em uma investigação.

Imagem: Fotolia. ra2 studio

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