Lobotomia - Conceito, o que é, Significado

A lobotomia é um procedimento cirúrgico realizado para remover um fragmento do cérebro, especificamente um ou mais lóbulos. É uma técnica que atualmente se encontra em desuso.

Lobotomia: uma cirurgia aparentemente milagrosa

A lobotomia iniciou nos anos trinta, o pai deste procedimento foi um neurologista português que a introduziu como opção para tratar diversas condições psiquiátricas.

No início o procedimento foi muito bem recebido, uma vez que estes pacientes tinham apenas uma opção: permanecer reclusos e amarrados em sanatórios mentais, estes que não eram mais do que depósitos de pacientes, não havia mais nada para oferecê-los.

Tal seria o benefício deste procedimento, o Dr. Egaz Moniz recebeu o Prêmio Nobel de Medicina por seu descobrimento.

Até então, as lobotomias eram um procedimento muito rápido que se realizava em poucos minutos. Consistiam na introdução de uma agulha grossa de uns 8 cm de comprimento através de dois orifícios no crânio. Uma vez no cérebro, a agulha se movia de um lado para o outro com a finalidade de "desconectar" o lobo frontal do resto do cérebro. As lobotomias só eram praticadas neste lóbulo cerebral, que se encontra localizado na parte anterior do cérebro, logo atrás do osso da testa.

Um remédio pior que a doença

Depois de praticar este procedimento, os pacientes se tranquilizaram e podiam falar normalmente, assim os médicos pensavam que era uma cirurgia milagrosa que poderia solucionar os distúrbios psiquiátricos com facilidade.

No entanto, a falta de acompanhamento levou ao atraso na observação desses pacientes que entraram em um estado de apatia, os mesmos passaram a isolar-se socialmente e anular-se como pessoas. Em outros casos, a cirurgia não resolvia os problemas, ao contrário, os agravava.

Felizmente, o descobrimento dos mecanismos químicos relacionados a diversos distúrbios psiquiátricos contribuiu para o desenvolvimento de medicamentos específicos que começaram a solucionar os problemas deixando de lado as lobotomias.

Na atualidade

O conceito de resseção ou eliminação de um lóbulo cerebral completo não é uma prática médica atual.

Em algumas condições, como as doenças psiquiátricas e a epilepsia resistente a todos os tratamentos médicos disponíveis pode ser necessário recorrer a um procedimento cirúrgico.

Estas cirurgias procuram eliminar de forma seletiva o grupo de neurônios relacionados aos sintomas, respeitando as áreas vizinhas. Isto diminui as sequelas próprias da cirurgia. Diferentemente da lobotomia clássica, as áreas do cérebro que são eliminadas podem estar localizadas em qualquer um dos lobos cerebrais.

Atualmente, estes procedimentos são realizados com técnicas como a radioterapia e a radiocirurgia, guiadas por um sistema de coordenadas conhecido como estereotaxia.

Imagem: Fotolia. celia

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