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Autópsia - Conceito, o que é, Significado

Este termo provém do grego e significa literalmente observação ou exame de um cadáver. Trata-se de um procedimento integrado à medicina legal, sendo o único ramo da medicina que não se destina à cura de doentes.

O estudo de um cadáver

O primeiro passo consiste em realizar uma análise externa do falecido ou cadáver com fim de observar possíveis contusões ou sinais anômalos. Da mesma forma, são coletadas amostras de tecidos para posterior análise no laboratório. Em seguida, é realizada uma ou várias incisões no corpo com o objetivo de conhecer informação sobre os ossos e órgãos internos.

O exame do cadáver é exaustivo e está focado em três partes do corpo: tórax, abdômen e aparelho genital. Através de diversas técnicas, realiza-se à extração das vísceras para seu exame correspondente.

Do ponto de vista histórico, a primeira autópsia foi realizada no século XIII, na Itália, quando um médico examinou vários cadáveres para conhecer as possíveis causas de uma epidemia de peste. No século XVIII, na Rússia, foi incorporada a primeira norma jurídica que obrigava a prática de autopias em casos relacionados a mortes violentas.

Principais exames complementares

Normalmente, existem cinco tipos de exames complementares para obter mais informação sobre a pessoa falecida. Assim, analisa-se o humor vítreo para determinar a data e hora do falecimento, bem como para detectar a presença de drogas no organismo. Por outro lado, os outros quatro exames complementares mais comuns são: análise do conteúdo gástrico, do conteúdo vesical, de possíveis substâncias tóxicas e a análise de tipo imune hematológica.

De tipo clínico e legal

A primeira tem como finalidade determinar as alterações dos órgãos e tecidos relacionadas às doenças que estavam presentes na pessoa falecida, pois muitas vezes é necessário conhecer possíveis erros nos procedimentos médicos. A segunda é empregada como ferramenta judicial para esclarecer a causa da morte de um indivíduo e ocorre quando há indícios de caráter criminal no cadáver.

A medicina legal, também chamada de medicina forense, está relacionada a uma ampla gama de situações atípicas: suicídios, acidentes, assassinatos, análise de parentesco, etc. As autópsias servem também para conhecer todo tipo de informação histórica (as autópsias virtuais permitiram determinar as características físicas de alguns faraós do Egito antigo).

No gíria dos médicos legais, afirma-se em certas ocasiões que os "mortos falam".

Imagem: Fotolia. teracreonte

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