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MS-DOS - Conceito, o que é, Significado

Os mais veteranos usuários da informática ainda se lembram de uma época em que a interface padrão de um computador não era o mouse e uma série de janelas na tela, mas sim o teclado e uma longa lista de comandos que devíamos conhecer e memorizar para podermos trabalhar.

Dentre os sistemas operacionais em linha de comando, podemos destacar um acima de todos, por sua enorme popularidade, por marcar toda uma era antes do Windows e de sua interface gráfica e apropriar-se de nossos computadores em 1995: o MS-DOS.

O MS-DOS (acrônimo que corresponde a Microsoft Disk Operating System) é um sistema operacional de tipo DOS produzido de 1981 a 2000 pela Microsoft.

Pertence (ou melhor, pertenceu) à família de sistemas operacionais DOS, da qual incluía uma série de sistemas operacionais com intérprete de comandos, compatíveis entre si e que além do MS-DOS também englobavam o DR-DOS ou FreeDOS.

Sua história se remonta ao primeiro PC da IBM, assim que a prestigiosa fabricante recebeu a visita de dois jovens empreendedores que respondiam pelos nomes de Bill Gates e Steve Ballmer, e que fundaram uma empresa de software chamada Microsoft.

Naquela época, também com seu primeiro microcomputador prestes de chegar ao mercado, a IBM buscava um sistema operacional para ser equipada.

Na IBM, acreditavam firmemente que o futuro do negócio passava pela venda de hardware e não de software, por isso estavam dispostos a ceder parte do negócio a um terceiro para poder livrar-se do último

A melhor parte do caso é que Gates e Ballmer foram aos escritórios da IBM para vender conversa fiada, já que não tinham nada ou quase nada em suas mãos, assim quando a atribuição do Big Blue (apelido com o qual a IBM era conhecida) se tornou firme, tiveram que improvisar uma solução para não decepcionar seu cliente.

E esta solução consistia em comprar o sistema operacional que conheciam em Seattle, chamado 86-DOS, que clonava certos aspectos de funcionalidade e a forma de trabalhar dos sistemas operacionais dos grandes mainframes, mas movendo-o ao chip x86 da qual funcionavam os primeiros PCs.

Rebatizado como PC-DOS, foi incluído como sistema operacional no primeiro IBM PC. Gates e Ballmer realizaram uma jogada magistral ao obter um trato favorável da IBM, da qual poderiam licenciar seu sistema operacional para terceiros.

Resultou que, por questões de patentes e direitos, o hardware do IBM PC era facilmente clonável - de forma legal e deixando de lado questões técnicas que também facilitavam a cópia – sendo a única coisa que os computadores dos demais fabricantes exigiam para funcionar, assim como o PC original da IBM era o mesmo sistema operacional.

A Microsoft havia realizado uma jogada magistral para tirar da IBM a possibilidade de vender o software a outros, de modo que os clones da IBM PC que eram vendidos a uma fração do preço da máquina original eram totalmente compatíveis com o software a ser utilizado pelo mesmo sistema operacional.

Isso, por sua vez, levou à proliferação de "IBM PC compatíveis", dos quais montavam um hardware diferente, mas que exigiam o mesmo sistema operacional, o que fundamentaria o futuro domínio da Microsoft

Curiosamente, o Windows NT (o antigo do Windows XP e a posterior saga de versões do Windows) também saiu da relação da Microsoft com a IBM, desta vez para criar seu sucessor, o chamado MS-DOS.

Mas, não vamos desviar do assunto. Desde o lançamento do IBM PC, o MS-DOS foi evoluindo e, através de suas diversas versões, incorporou tecnologias como o suporte para discos rígidos e os sistemas de arquivos que permitiam armazenar quantidades de dados cada vez maiores, suporte de internacionalização, multitarefa (a partir da versão 4.0 do sistema) ou um editor de texto (em MS-DOS 5.0).

O MS-DOS ainda estaria presente até o Windows Me, após o qual, o Windows XP viria do antes comentado Windows NT e, portanto, cortaria a herança do MS-DOS.

Em seus anos de domínio, o MS-DOS também lançaria alguns clones para rivalizar com ele, como o DR-DOS da Digital Research, que teve seu momento de glória efêmera, mas que nunca conseguiu construir uma alternativa firme no mercado do MS-DOS

Com a popularização dos ambientes gráficos, os sistemas operacionais cuja interface era uma linha de comandos tinham seus dias contados.

Por exemplo, em meu caso me lembro de que a partir de certa época quase não tocava a interface do DOS, mas que entrava diretamente ao Windows 3.1. Inclusive havia modificado o arranque do sistema para que, automaticamente, uma vez carregado o DOS, executasse o Windows.

Atualmente, o FreeDOS mantém vivo o modo de funcionamento dos sistemas DOS, com bastante compatibilidade com o MS-DOS (mesmo não total), podendo vê-lo instalado com alguns PCs OEM a baixo custo. Há também uma infinidade de emuladores para várias plataformas que nos remetem à microinformática dos anos 80 e boa parte dos anos 90.

Imagem Fotolia: VG

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