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Keynesianismo - Conceito, o que é, Significado

Como em qualquer outra disciplina científica, existem vários modelos teóricos na economia. Para os teóricos marxistas, o Estado precisa adotar um papel protagonista na atividade econômica.

Para os liberais, o papel do Estado deve ser mínimo e o mais importante para a economia funcionar é a liberdade individual e a iniciativa privada.

Em uma posição intermediária, alguns economistas são defensores do mercado livre, mas sob a tutela do estado. Esta última visão teórica foi defendida pelo economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946). Suas abordagens criaram uma doutrina, o keynesianismo.

O contexto histórico da teoria keynesiana

No final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha sofreu as consequências de uma inflação desproporcional. Paralelamente, muitas pessoas nos Estados Unidos não encontravam emprego. A instabilidade econômica em nível mundial se aprofundou com o quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929. Diante desta conjuntura de crise global, em 1936, Keynes propôs uma receita em seu livro.

Keynes aconselhou a redução dos encargos financeiros contra a Alemanha como castigo após a Primeira Guerra Mundial. Apesar de suas advertências, nos anos 30, parte do povo alemão apoiou Hitler, que chegou ao poder argumentando que a dívida alemã com os países vencedores da Grande Guerra era injusta e inadmissível.

O papel do Estado

A ideia fundamental do keynesianismo afirma que o caminho correto que deve guiar a atividade econômica consiste em combinar dois aspectos: o livre comércio e uma eficaz intervenção estatal. Neste sentido, o estado tem a obrigação de controlar o dinheiro, por exemplo, impondo uma supervisão das taxas de juros ou então através das medidas financeiras de um banco central. Paralelamente, o estado precisa conhecer as necessidades de uma sociedade em geral. Com o amparo e a intervenção do estado, as forças econômicas podem desenvolver sua atividade no âmbito da livre concorrência do capitalismo.

Para Keynes, o capitalismo deve ser corrigido através da participação do estado. Do contrário, o desemprego e as crises econômicas podem levar a situações catastróficas para o conjunto da sociedade.

Partidários e detratores

Os principais defensores do keynesianismo são os partidos socialdemocratas. Estes partidos defendem o gasto público nos principais setores da economia e, por outro lado, o déficit orçamentário.

Os principais críticos são os economistas neoliberais. Segundo o neoliberalismo, os períodos em que houve instabilidade econômica foram gerados precisamente pelo controle excessivo das autoridades monetárias.

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