Estenose Pilórica - Conceito, o que é, Significado

A estenose pilórica é uma condição na qual ocorre um estreitamento do piloro, o que dificulta a saída dos alimentos rumo ao intestino.

Esta condição pode ocorrer em 3 de cada 1000 bebês nascidos. Costuma ser cinco vezes mais frequente nos meninos do que nas meninas, especialmente quando um dos seus pais já sofreu com a mesma condição.

O que é o piloro?

O estômago é separado do intestino por um anel de músculo liso que origina um esfíncter conhecido como o piloro.

Esta estrutura é de grande importância, uma vez que permite manter os alimentos dentro do estômago até que culmine a fase da digestão que deve ser realizada neste órgão. Após certos estímulos químicos, o esfíncter do piloro relaxa e o conteúdo do estômago esvazia progressivamente até a primeira parte do intestino delgado, conhecida como duodeno.

A estenose pilórica inicia após o nascimento

As crianças com estenose pilórica geralmente nascem com um esfíncter normal. À medida que passam os dias, o músculo que forma o piloro vai engrossando e inicia o processo de obstrução.

Uma vez que o bebê nasce começam alguns problemas na hora de alimentá-lo, principalmente vômitos muito volumosos, choro, desidratação e perda de peso. Nas crianças menores há pouca tolerância à desidratação, portanto esta condição pode ocasionar complicações mais graves.

À medida que os dias passam o esfíncter vai inflamado, o que diminui ainda mais seu diâmetro produzindo um maior grau de obstrução e piorando os sintomas. Por esta razão, os pais das crianças com estenose pilórica não costumam buscar ajuda médica até a terceira ou quarta semana após o nascimento, que é quando os sintomas geralmente aparecem.

Embora não haja um motivo claro para explicar o porquê deste transtorno, há uma relação entre o uso do antibiótico eritromicina, tanto na criança como na mãe durante a gravidez, assim como o desenvolvimento da estenose pilórica.

Tratamento

O engrossamento do esfíncter pilórico deve ser tratado com a cirurgia.

Este procedimento permite reconstruir o esfíncter para desempenhar sua função, permitindo a passagem dos alimentos do estômago para o intestino com normalidade.

Em geral, a cirurgia é realizada no momento do diagnóstico porque se for adiada pode ocorrer uma obstrução intestinal, o que pode afetar o estado nutricional da criança. Antes de realizá-la é necessário estabilizar a criança e normalizar seu estado de hidratação, o que é feito através do fornecimento de soluções intravenosas.

Imagem: Fotolia. Judith

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