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Conceito de Amoralismo

A amoralidade é uma corrente filosófica que considera a moral com falta de fundamento lógico e racional. Portanto, esta corrente conclui que as normas sociais da felicidade comum se baseiam em estereótipos que rompem os desejos individuais que são verdadeiramente importantes.

Nietzsche foi um dos filósofos que refletiu sobre o amoralismo como uma essência que rompe com os convencionalismos sociais. Isto não significa que a prática do bem não seja importante nesta corrente, mas que a avaliação da ação não reside em estar de acordo com determinada norma e sim com a própria avaliação interior.

Ausência de moral

A partir desta perspectiva desaparece a ideia de sanção como castigo para uma obra injusta. A essência boa ou má de uma ação não pode ser concretizada dentro dos parâmetros morais estruturados em alguns princípios fundamentais.

A crítica de alguns autores contra o amoralismo é o desaparecimento de algumas normas e critérios - que são uma referência ética – na qual a sociedade deriva de uma espécie de relativismo moral onde tudo é permitido. Este tipo de corrente conta também com uma grande fraqueza: a perda de valores.

Por sua vez, o relativismo também deriva do subjetivismo. Ou seja, enquanto o padrão ético busca o valor da objetividade, pelo contrário, o amoralismo resulta da opinião pessoal como principal critério da ação.

O amoralismo é a atitude de estar além do bem e do mal no contexto do pensamento de Nietzsche. Uma moral desprovida de qualquer norma e baseada na alimentação do ego.

Subjetividade moral

A moral faz parte deste quadro teórico de ação que tem uma vocação prática composta pelos princípios morais e os costumes de uma pessoa que também estão relacionados à cultura da qual faz parte. Como a moral também está marcada pela cultura, tudo o que é moral em um contexto pode não ser em outro. Neste caso, uma pessoa pode ser considerada amoral por ser contrária às suas próprias crenças.

Já na filosofia grega, os sofistas foram pensadores que defendiam o relativismo de tudo o que existia, inclusive, o próprio conceito do bem. Um relativismo desmascarado na retórica. Estes pensadores consideraram impossível determinar a existência de uma estrutura ética universalmente válida, ou seja, aplicável em qualquer contexto e momento de forma certa.

Imagem: Fotolia. Denis Rozhnovsky

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