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Incredulidade - Conceito, o que é, Significado

A pessoa que tem fé em Deus é um crente. Sua crença em um ser superior se fundamenta normalmente na tradição cultural que o rodeia, em uma série de argumentos racionais e, obviamente, em sua fé. O contrário deste pensamento é a incredulidade, ou seja, a indiferença em relação à fé e à religiosidade.

A distinção entre incredulidade e ateísmo

O ateu é aquele que diretamente não acredita em Deus por algum motivo, pois considera que não há nenhuma evidência sobre sua existência. Pelo contrário, a postura do descrente ou incrédulo não implica a negação a Deus, uma vez que se trata de uma postura baseada na indiferença ou no desinteresse pela figura de Deus e o que representa.

O fenômeno da incredulidade do ponto de vista católico

Se tomarmos como referência o catolicismo, há décadas a religiosidade impregnava a vida cotidiana em seu conjunto. Nos últimos anos, o sentimento religioso enfraqueceu de forma significativa. Isto pode ser observado no comparecimento às missas ou cultos, na queda dos batizados, no fracasso dos casamentos e, em geral, no sentimento de apatia diante de tudo que há conotação religiosa.

A incredulidade como novo fenômeno social é algo que preocupa os teólogos católicos, que destacam as principais causas que podem servir como explicação. Em primeiro lugar, o materialismo e o consumismo são duas realidades que fizeram abandonar o sentimento religioso. Em segundo lugar, as abordagens científicas da cultura ocidental criaram um mundo na qual as referências a Deus não são válidas para um setor da população. Em terceiro lugar, os valores religiosos têm sido desacreditados por algumas filosofias. Vale lembrar que Marx disse que a religião é o ópio do povo; já Nietzsche defendia a morte de Deus como uma ideia que dá a entender que o homem não precisa de Deus.

Argumentos e motivações daqueles que são indiferentes com o fenômeno religioso

As pessoas que são indiferentes em relação a Deus e a religião têm seus próprios argumentos e motivações:

1) o ser humano não precisa de Deus como referência moral e vital;

2) se Deus existe, vale perguntar por que permite que o mal se estenda entre os seres humanos;

3) a recusa da figura de Deus conforme abordada em certas ocasiões na Igreja Católica;

4) algumas posturas da igreja oficial são contrárias à realidade social, por exemplo, o papel da mulher na igreja;

5) uma atitude de apatia com os valores espirituais em geral.

Imagem: Fotolia. Photocreo Bednarek

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