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Blockchain - Conceito, o que é, Significado

Da mesma maneira que acontece com tantas outras coisas que estão na moda, o termo Blockchain está muito ouvido ultimamente, por vezes se refere às criptomoedas eletrônicas e por outras à estampagem de assinaturas com confiança em documentos eletrônicos. Mas, em que realmente consiste?

O Blockchain (cadeia de blocos, em inglês) compreende um banco de dados distribuídos, onde cada item do mesmo dispõe de um registro de tempo e um link para um documento anterior, de forma que uma vez lacrado é teoricamente impossível de modificá-lo.

Por isso, pela grande segurança, confiabilidade e verificabilidade que proporciona, o Blockchain é utilizado neste tipo de aplicação, dos quais necessitam de alta confiabilidade para que não ocorram falsificações.

A estampagem do tempo na operação (denominada transação na gíria do Blockchain) permite que as cadeias de blocos armazenem informação que nos interessa para realizar um seguimento temporário por algum motivo.

Um exemplo disso seria um contrato que deve ser renegociado anualmente e, portanto, varia uma vez a cada doze meses.

Ao ser um banco de dados distribuído, os itens são replicáveis em diferentes computadores

Isso faz com que cada um dos dados em vários servidores ou computadores e que sua sincronização ocorra quase que simultaneamente, é muito difícil falsificá-los todos de uma vez e de ser conseguido com um dos registradores, assim seria fácil detectar o erro e evitar que se propague.

Isso acontece quando se realiza uma modificação autorizada, é muito fácil validar a autorização e modificar todos os registros de forma simultânea.

Outra característica interessante do Blockchain é que a informação não se apaga; quando se fala em modificações são realizadas através de adição

Ou seja, a única operação a ser realizada é a adição de dados, portanto o Blockchain armazena todo o histórico do documento ou do item e das modificações aplicadas sobre ele.

É um conceito relativamente moderno, que foi inventado em 2009 para ser utilizado na famosa criptomoeda Bitcoin.

O objetivo desta construção era verificar as transações de forma que não pudessem ser modificadas posteriormente, por exemplo, para adicionar um zero atrás de alguma uma das cifras...

Da forma mais adequada, simples e breve para definir o Blockchain, é como se fosse um "escrivão" que atesta as operações de tal maneira que é impossível modificar o resultado a posteriori.

Além disso, ao dispor de todo o histórico das transações, podemos reconstruí-lo para detectar algum problema que possa surgir e não enquadre as contas.

Outro uso dado é a assinatura de contratos.

Cada uma das partes pode estampar sua assinatura digital e toda a operação é armazenada em um bloco da cadeia, da qual atesta o contrato firmado. Como explicado anteriormente, pode também armazenar contratos que se renovam com o tempo em que as mudanças precisam ser feitas.

Os Blockchains podem ser públicos ou privados.

Como podemos intuir, os públicos podem ser consultados por qualquer pessoa, enquanto que os privados têm acesso restrito a uma série limitada de pessoas ou entidades.

Podem também ser classificados com ou sem permissão-

No primeiro caso, com permissão, nem todas as entidades que têm acesso à cadeia de blocos podem realizar transações, enquanto que no segundo (sem permissão), qualquer entidade que participasse do Blockchain pode realizar transações.

Imagens Fotolia: sector_2010, sky

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