Travestismo - Conceito, o que é, Significado

Existem inúmeras formas de viver a sexualidade e a própria identidade sexual. As pessoas que não assumem sua identidade sexual (masculina ou feminina) e se sentem do sexo oposto têm a opção de viver de acordo com os esquemas do sexo que queriam ser. Uma das formas de entender a identidade sexual é o travestismo. Esta opção é chamada também de transformismo, inclinação por tornar-se mulher ou homem usando a vestimenta, a maquiagem e outros acessórios que fazem parte para que a transformação física seja bem-sucedida.

A palavra travesti provém do italiano e originariamente se referia à pessoa que vestia roupas do sexo contrário. Entretanto, o travestismo vai além de uma simples mudança de imagem.

Diferença entre travestismo e transformismo

Embora ambos os termos sejam usados como sinônimo, na realidade são conceitos diferentes. O transformista se disfarça daquilo que não é e desta maneira apresenta um espetáculo baseado em sua mudança de imagem. Em compensação, o travesti não pretende representar um papel, mas na realidade que sentir-se diferente em relação a sua imagem ou identidade sexual.

Diversas maneiras de entender o travestismo

O travestismo não pode ser explicado com uma simples definição. Na verdade, existem várias maneiras de entendê-lo. Há homens travestis que vivem como mulheres, mas não renunciam a sua masculinidade. Outra variante é a transexualidade, ocorre quando um homem ou uma mulher muda de sexo através de um tratamento médico. Por outro lado, há travestis homossexuais, heterossexuais ou bissexuais. Da mesma forma que existem os Drag Queens. Como se pode ver, a questão do travestismo depende de cada indivíduo e de como sente sua vivência como travesti.

Alguns estudos apontam que o travestismo tem um ingrediente fetichista e, portanto, não é uma questão de identidade sexual, mas sim de uma parafilia.

Independentemente de qual seja a abordagem do travestismo, esta manifestação da sexualidade é uma forma de expressar a personalidade do indivíduo.

Uma das primeiras referências históricas do travestimo pode ser encontrada na mitologia grega de Ífis

O casal humilde formado por Ligdo e Teletusa esperava o nascimento de seu filho. O marido disse à mulher que se nascesse uma menina teriam que desfazer-se dela, pois não poderiam sustentá-la. Ao ouvir a proposta, Teletusa ficou triste, mas não se atreveu a contrariar seu marido porque para ele só um menino seria o ideal. Antes da chegada do seu filho, Teletusa teve um sonho da qual apareceu a deusa Ío, que lhe disse para não se preocupar com a criança que levava em seu ventre, pois velaria por ela. Finalmente, pariu uma linda menina, mas disse a todos que era um menino, da qual colocou o nome de Ífis (este nome servia para ambos os gêneros).

Ífis cresceu como homem e quando chegou à idade adulta seu pai decidiu que tinha que casar com uma bela jovem, Jante. Tanto Ífis como Jante se sentiam mutuamente atraídos. Entretanto, quando chegou o dia do casamento Ífis chorou com amargura, pois nunca poderia tê-la como mulher. Seu desespero a levou ao templo da deusa Ío para pedir ajuda. A deusa aceitou seu pedido e fez com que Jante se transformasse num atrativo homem, desta maneira, Ífis pôde possuir sua amada Jante, só que em forma de homem.

Imagem: Fotolia. Lorelyn Medina

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