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Marroquinaria - Conceito, o que é, Significado

Desde os tempos mais remotos, o homem fabrica utensílios para facilitar suas tarefas cotidianas ou então para servir como um simples ornamento decorativo. Um dos materiais mais empregados é o couro, com o qual é possível fabricar bolsas, cintos, carteiras, calçados ou peças ornamentais. Os artesãos que trabalham com este material se dedicam à marroquinaria. Na maioria das peças aparecem desenhos em relevo.

Este termo provém do francês, mais especificamente da palavra maroquin ou maroc (marroquino ou Marrocos). Esta denominação obedece a um fato histórico: os grandes mestres que esculpiam o couro vinham de Marrocos.

O curtidor é o artesão que cria as peças de couro para que o artesão marroquino as transforme em peças originais

O couro é obtido da pele de alguns animais, como de ovelhas, cabras ou carneiros. Depois de obter a pele e a subsequente eliminação do pelo ou lã, a pele se submete a um processo de curtimento e finalmente se torna uma peça resistente de couro. Além de sua textura idônea para a manipulação de todo tipo de utensílios, o couro tem um odor agradável.

Em relação às ferramentas empregadas para moldar as peças de couro, as mais importantes são as lâminas (com este instrumento os moldes são cortados), as marretas para a perfuração das peças, os sacadores de tiras, as punções, as agulhas de costura ou biseladores de corte. E logicamente, alicates, tesouras, réguas de metal e martelos também são usados.

Um pouco de história

Os primeiros artigos de couro começaram a ser fabricados há mais de 8000 anos em diversos territórios do planeta, especialmente no Oriente Médio e África. As técnicas rudimentares de curtimento evoluíram e com o tempo deu início a uma atividade mais sofisticada, a marroquinaria. Esta criação artesanal se desenvolveu plenamente na Idade Média no norte da África e no sul da Península Ibérica. As peças fabricadas de couro em relevo se tornaram moda tanto no mundo muçulmano como no cristão.

As corporações de curtidores e os artesãos de pele da Idade Média são os precedentes históricos das atuais oficinas. Como muitas outras atividades artesanais, esta foi enfraquecendo como consequência da produção em grande escala e do surgimento de materiais sintéticos que substituíram o couro.

Atualmente poucos artesãos que se dedicam a esta atividade continuam utilizando as técnicas tradicionais, uma vez que existe uma maquinaria multifuncional com a qual é possível fabricar um maior número de peças empregando menos tempo.

Imagem Fotolia: Nito

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