Zona Euro - Conceito, o que é, Significado

A União Europeia nasceu com um grande propósito: aumentar os laços entre as nações europeias e, consequentemente, evitar os conflitos históricos que assolaram o continente durante séculos. Este princípio geral foi consolidado com uma série de ações: um parlamento para legislar em relação aos interesses comuns, a livre circulação de cidadãos e uma moeda única, no caso o euro. Entretanto, não são todos os países que formam a União Europeia que compartem da mesma moeda. Desta maneira, há dois blocos de países que podem ser diferenciados: aqueles que empregam o euro como moeda e os outros que não. O primeiro caso trata da Zona Euro, também conhecida como Área do Euro.

O Banco Central Europeu é a entidade que rege a econômica dos países da zona euro e sua principal função consiste em manter o poder aquisitivo do euro e conseguir uma estabilidade dos preços como moeda comum.

Desenvolvimento da Zona Euro

Ter uma moeda europeia única significa uma ferramenta para favorecer a coesão territorial, econômica, financeira e humana dos países europeus. O que conhecemos como zona euro foi um passo importante que oficialmente se iniciou em 1999 e por ser formado por um total de 11 países. Nos anos seguintes foram incorporados outros países e na atualidade consta com um total de 19 estados.

Existe um projeto para que a zona euro seja ampliada nos próximos anos. Entretanto, na atualidade, há nações que não têm o propósito de fazer parte da zona euro, são os casos da Dinamarca e Grã Bretanha.

Condições para fazer parte da zona euro

O poder legislativo de cada país da União Europeia vai diminuindo à medida que a Europa e suas instituições avançam. Para que este avanço seja homogêneo é necessário estabelecer uma série de requisitos que devem cumprir todas as nações que tenham o desejo de integrar este espaço comum. Em relação aos critérios de admissão na zona euro, os mais relevantes são os seguintes:

1) controlar a taxa de inflação (dos preços ao consumidor);

2) manter um déficit orçamentário inferior aos 3% do PIB;

3) controlar as dívidas públicas;

4) monitorar os tipos de juros de maneira estável.

Estes requisitos significam que nenhum país da zona euro pode atuar de acordo com seus próprios critérios financeiros. Estes e outros requisitos nem sempre são fáceis de cumprir, especialmente em situações de recessão econômica entre as quais há um aumento da dívida pública para atender as necessidades sociais dos estados-membros.

Imagem: iStock, ClaudioVentrella

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