Regime Antigo - Conceito, o que é, Significado

A ideia de Regime Antigo tem um sentido histórico. É um conceito originário dos revolucionários franceses, no final do século XVIII, para referir-se ao modelo político, social e econômico anterior à Revolução Francesa e que imperou na maioria das nações europeias ao longo da Idade Moderna, ou seja, entre os séculos XVI e XVIII.

Do ponto de vista político, o Regime Antigo se caracterizou pelo poder absoluto de uma monarquia, também chamada de Absolutismo

O rei encarnava o poder e ostentava um mandato divino, uma vez que se achava um Deus e por isso legitimava sua posição de privilegio perante o povo. Havia instituições como parlamentos ou cortes, mas seu papel estava submetido ao monarca. Os valores e ideais do Regime Antigo começaram a perder força a partir das ideias de certos pensadores ilustres, que introduziram vários e novos conceitos, tais como a divisão de poderes, o predomínio da razão sobre a fé, a liberdade individual, o espírito crítico e a soberania nacional baseada no povo.

A economia do Regime Antigo se baseava na propriedade senhorial da terra, o latifúndio

O proprietário ou senhor era um nobre que tinha plenos poderes sobre as pessoas que trabalhavam para ele. Na verdade, ele podia ditar normas, aplicar a justiça ou cobrar impostos segundo seus interesses. Esta prática era conhecida com o nome de direitos senhoriais.

A agricultura representava o principal setor econômico, sendo a indústria uma atividade de tipo artesanal. Este modelo começou a perder eficácia, pois se limitava a uma produção de subsistência. Por outro lado, deve-se destacar que a atividade comercial estava muito restringida, já que os grêmios impunham restritas normas sobre o acesso ao trabalho e sua produção.

O esquema social do Regime Antigo estava relacionado à estrutura econômica e política

Os historiadores coincidem em valorizar a sociedade como uma entidade estamental. Havia dois grandes grupos, aqueles que tinham uma série de privilégios (os senhores feudais e o clero) e um setor sem nenhum tipo de privilégio (os camponeses e artesãos). Entretanto, dentro deste segundo coletivo ou estamento havia também uma nova classe social, a burguesia, normalmente comerciantes que haviam enriquecido e que aos poucos iam adquirindo um maior protagonismo social em detrimento da nobreza.

Enfim, o Regime Antigo foi quebrando politicamente (a identificação do rei com o monarca era difícil de manter), assim como no campo econômico (o latifúndio não era rentável) e do ponto de vista social a burguesia adquirir vitalidade, debilitando o poder das classes privilegiadas.

Imagem: iStock. OlegAlbinsky

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