Anúbis, Deus da Morte - Conceito, o que é, Significado

1. AMADO DESDE A FORÇA DO MEDO

Na civilização do Egito Antigo, o Deus que representava a morte era conhecido como Anúbis ou o senhor da necrópole. Os embalsamadores o consideravam uma deidade protetora e todos o temiam e respeitavam.

2. SÓCIO DE HÓRUS NA PASSAGEM AO OUTRO LADO

Junto com Hórus se tornou o vigilante dos defuntos. A principal função de Anúbis consistia em pesar os corações dos mortos em uma balança para decidir seu destino final.

Outra de suas tarefas era guiar o falecido no caminho após a morte.

3. EM TERMOS CULTURAIS

A imagem e as fontes históricas do Deus Anúbis

Na maioria das iconografias Anúbis se apresenta como um ser híbrido, pois tem corpo de um homem e cabeça de um chacal. Quanto à sua origem, não há uma descrição exata de sua procedência, mas em alguns textos Anúbis se apresenta como filho do Deus Osíris.

As referências históricas sobre o Deus Anúbis podem ser encontradas em três fontes diferenciadas: nos textos das pirâmides, nos textos dos sarcófagos e no Livro dos Mortos.

4. Anúbis e o Livro dos Mortos

Para os egípcios, Duat era o submundo e nesse local ocorria o evento mais importante para os defuntos: o julgamento de Osíris. Desta maneira, o espírito de quem falecia ficava com Anúbis e este lhe guiava ao tribunal de Osíris.

5. COMO SE DEFINIA O JULGAMENTO DE VALOR?

No julgamento de Osíris havia um protocolo para julgar o falecido.

Em primeiro lugar, Anúbis levava o defunto a uma das dependências, a conhecida sala das duas verdades. Neste lugar permanecia Osíris junto com outros deuses e demônios, que interrogavam o falecido para avaliar suas ações durante sua vida terrena.

6. PROVA DE VERDADE

Para saber se dizia verdade ou mentira, Anúbis pesava seu coração ou Ib em uma balança (se o coração não perdesse equilíbrio significava que era sincero, mas se perdesse dizia que estava mentindo). Se a mentira fosse confirmada o demônio Ammit intervinha e devorava o coração do defunto.

Se o falecido demonstrasse sua bondade e dissesse a verdade, seria premiado com uma segunda vida.

7. DEIXANDO TUDO REGISTRADO POR ESCRITO

Para que todo o processo fosse realizado corretamente, o Deus da escrita (Thot) tomava nota do que aconteceu no julgamento. No final mostrava o relato dos fatos a Osíris, que emitia sua sentença definitiva.

Tudo o que estava relacionado ao julgamento de Osíris era conhecido através de um texto fundamental para conhecer a civilização do Egito Antigo, o Livro dos Mortos. Nele, era possível encontrar uma série de regras ou adivinhações sobre sua vida no futuro. Neste sentido, surgem as orações que o falecido deveria recitar e como que é a vida além-túmulo.

No Egito Antigo, todos os defuntos eram enterrados em um sarcófago do qual se introduzia um papiro do Livro dos Mortos.

8. NASCIDO DE UM ENGANO

Anúbis não é filho de Set como se imaginava, já que este Deus não desejava trazer ao mundo uma nova vida com sua esposa Nephthys. Ela, desolada, se disfarçaria de Isis para tentar enganá-lo e assim alcançar seu objetivo, no entanto não poderia com Set. No meio dessa tentativa apareceria Osíris, com quem teria uma relação íntima e nasceria Anúbis.

9. SEGUINDO OS PASSOS DO SEU PAI

Kebechet foi o filho único de Anúbis, este admirava seu pai e colaborou com passagem da morte.

10. SEU NOME NA LÍNGUA EGÍPCIA

Na mitologia egípcia, este amo da Necrópole era conhecido pelos nomes Anpu e também Inpu.

Imagem: Fotolia. ppicasso

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