Humanismo - Conceito, o que é, Significado

HumanismoO humanismo pode ser entendido a partir de duas perspectivas: como corrente de pensamento dando lugar ao Renascimento e como atitude intelectual baseada em princípios e valores.

O Humanismo no Renascimento

Ao longo do século XV e XVI a mentalidade medieval começou a entrar em crise. O universo passou a aceitar uma nova perspectiva graças às investigações de Copérnico e Galileu, que propuseram uma nova teoria (o heliocentrismo substituiu o geocentrismo que situava a Terra e o homem no centro do universo). A nova concepção da realidade veio acompanhada pelo auge das universidades nas principais cidades europeias. Por outro lado, o surgimento da imprensa estabeleceu a propagação do conhecimento em todas as áreas.

Estas circunstâncias fizeram parte do clima intelectual do Humanismo. Um aspecto fundamental desta corrente é a recuperação dos clássicos gregos e romanos (a tradução de obras dos pensadores greco-romanos significou resgatar o esquecimento dos grandes trabalhos sobre a geometria, astronomia, história natural e outras disciplinas cultivadas na antiguidade).

Os humanistas do Renascimento são polímatas, eruditos em várias disciplinas (o ideal o humanista está bem representado pela figura de Leonardo da Vinci, mas também deve-se destacar personagens como Erasmo de Rotterdam, Luis Vives, Montaigne, Miguel Servet e Tomás Moro). Todos eles apresentaram suas próprias contribuições intelectuais e científicas, embora compartilhando do mesmo espírito. O movimento humanista é caracterizado pela independência intelectual, uma vez que estes pensadores tentaram desmascarar-se da dimensão religiosa que impregnava o conhecimento (algumas de suas propostas foram duramente castigadas pela Inquisição, como aconteceu com Miguel Servet, executado na fogueira por questionar o princípio da Trindade e defender o batismo através da idade adulta).

O humanismo como abordagem vital

O espírito dos humanistas no Renascimento serviu de inspiração a um setor de intelectuais e pensadores. Neste sentido, pode-se falar do perfil de um humanista, ou seja, alguém com amplos conhecimentos e que não se limita a uma especialização de qualquer área profissional. O humanista situa o ser humano como o centro do seu campo de atuação. Não age por interesse material ou como profissional comum, a não ser por suas convicções que estão associadas à ética e ao valor da dignidade humana acima de outras considerações.

Vamos pensar em um professor de grande prestígio intelectual que decide abandonar a docência para dedicar-se à política em um contexto de crise social e econômica. Neste caso, sua motivação não é econômica ou profissional, mas se fundamenta em certos ideais e valores humanísticos, por exemplo, promovendo leis em defesa da liberdade individual ou por melhorias no sistema educativo. Enfim, o humanista tem a desejo de melhorar a condição humana.

Foto: iStock, Avosb

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